sábado

friday's night

não gosto de fazer isto, ter de dizer todas estas coisas feias e atirar-tas à cara como se de ódio se tratasse. mas o que tem de ser, tem muita força.





o assunto para mim estava enterrado. mal, mas estava. quiseste, insististe para que atendesse: disse-te o que tinha de ser, o que tinha que ouvir da minha própria boca, o que me achavas demasiado fraca e ingénua para dizer. o assunto ontem enterrou-se, e por agora não quero mais conversas contigo.

quinta-feira





espelho meu





quarta-feira

palavra do dia #1

gullible


crédulo

terça-feira

terça feira
espero o 3 na paragem, reparo que:

- todas as senhoras que descem são mais elegantes que aquelas que sobem a rua
- o vendedor da cais está com pouca sorte, mas só aposta nos carros pretos
- não tenho fome, mas também não tenho dores de estomago
- o rapaz e as duas crianças do costume não estão ali. a menina não vai estar a ler o seu livro do costume
- os dias estão a voltar a ficar mais longos
- embora segundo a minha perspectiva esteja atrasada, não estou a correr por isso

segunda-feira



sabes, acho que faz parte de mim. é um ponto de partida, julgo sempre que as pessoas não fazem certas coisas.. porque.. porque sei lá, são pessoas e hão-de ter lá o seu lado humano. sim, há os erros. os erros que infelizmente são para serem cometidos, para podermos crescer com eles e tirar uma lição. já a repetição da repetição da repetição do erro é querer a ignorância, a estupidez. e tu ficaste por aí. não vou sequer contar-te que sei, porque quanto mais te conheço, mais triste fico. menos gosto de quem tu és, mais certezas tenho de não te querer conhecer. gostava do meu zé, um que pelos vistos, nunca existiu - era fachada. e julgas-me fácil, ingénua e vulnerável, mas ainda vais passar melhor quando me falares e vieres a descobrir que eu sempre soube de tudo (não sempre, mas dada a altura, já terá passado muito tempo).



chama-me agora mistério, afinal sempre adivinhei - tal como te disse, "és realmente crescido sim, mas não ainda cresceste o suficiente"





e mais ainda..


para juntar às minhas ditas terapias: descobri que agora faço exercicio para me esquecer de ti, irónico não é?


eu, madu, eu a fazer exercicio. ts!

quem diria!?

domingo

    um outro bambi .
gostei

mushrooms

sábado



z., não queres vir até aqui, ao pé de mim?

sexta-feira






 

quinta-feira

ups, i did it again



voltei a fazer asneira.


porquê? mas porquêe? rhghfhrgrg

quarta-feira







Texto e Ilustrações: Planeta Tangerina



Consertar o mundo implica o domínio de certas técnicas e palavras que, aos poucos, desconfiamos nós, estão a cair no esquecimento. E é aqui que entra em acção a Agenda do Planeta Tangerina para 2010: em cada semana, mostramos uma peça, um material, uma ferramenta imprescindível para quem está farto do desconcerto do mundo.



ah poiis ée - a minha linda linda linda agenda nova do planeta tangerina! nunca tive uma agenda tão gira na minha vida, é verdade sim. estou contente sim senhora


isto quem tem amigos tem tudo :)

oh, fuck!

terça-feira


sorri assim para mim mais vezes que eu preciso
bora ser amigos?







queres ser meu amigo?


queres, queres queres?



(vá lá diz que sim!!)

domingo








Era uma janela grande, arejada como qualquer outra. Janela que, como qualquer outra, me arejava as ideias desta pesada cabeça. Abria-se ao mundo, abria-se para o mundo a mim – um telhado flamejante à distância de um toque suplicava por um salto. Lá em baixo, o solarengo quintal vizinho, escondia a fresca sombra da árvore alta. Rematando, as paredes quentes tijoladas da casa em frente, donas de uns pares de outras bonitas janelas, grandes e arejadas que não a minha. Quentes, paredes altas tijoladas contrastavam com a moldura branca das janelas grandes e arejadas que não a minha, guardando outras vidas que não a minha. Depois disto, mil telhados que se perdiam na vista – com chaminé, uns mais altos, outros mais baixos, mais quentes ou cinzentões, multiplicavam-se fugindo de mim, telhadinhos que cobriam outras vidas que não a minha. Do beiral desta janela, grande e arejada como qualquer outra, abraçava o amarelo, talvez já não tão amarelo assim. Amarelo de outras vidas que não a minha.






escrito com base num quadro de Stanley Spencer, From the Artist's Studio, 1938
mais quinze palavras do que seria suposto, mas ainda assim, gostei de o escrever:



quero muito o teu cheiro no meu casaco, no meu pescoço e no meu cabelo. as tuas mãos fortes e o teu doce sorriso, os teus beijos. sim, gosto mesmo de ti, mil

sábado





first love
 last love,
it's only love,
it's only love

não quero crescer mais. não quero mais disto. quero ser criança outra vez. quero miminhos e poder dormir, quero não ter que comer e quero não ter fome. ou, se o tempo não pode mesmo voltar mais atrás quero fazer as malas e ir-me embora daqui. não quero mais estar aqui assim desta maneira. preciso de me conhecer, de não te ver todos os dias sem . preciso de abrir os olhos e ver coisas novas, explorar e amar outras coisas, de me entusiasmar. mas disto não quero mais. preciso de tempo e paixão.