podes sempre tentar sonhar sobre isso. tenta - ela pega na ponta do cabelo e atira-o para trás da orelha. esfrega as mãos na ganga usada das calças e suspira qualquer coisa. quem lhe dera ter o poder de congelar alguns momentos, captar agora aquele jeito, só muito dela. o poder mais próximo que sente a isso é talvez a fotografia. para ela seria preciso mais, muito mais. sorri dando-se conta da lamechice e passa-lhe a caneca para as mãos pálidas. caramba, como tem os dedos gelados! "tenho sempre as mãos frias" diria ela em tom de aviso, mas ele assente com a cabeça e ela mantem-se calada. olha-a em silêncio, embala-se devagar, devagarinho - julga-se agora na fotografia, tempo gelado - ao fundo ela canta qualquer coisa que não se distingue. está a tentar. embala-se devagar, devagarinho e segue-a. boa noite pequenino.
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Já não escrevias há muito tempo.
ResponderEliminaraqui estás e deves continuar (:
ResponderEliminaronde é que está o "botão" em que eu tenho de carregar para seguir o teu blogue ? se é que está ._.