sabes, tenho andado de gorro. sei como a ti te fica tão bem, disse-te daquela vez "humm, gosto de te ver assim, de gorro". hoje no caminho para casa era só lembranças. vi um rapaz diferente que embora alto, caracteristica da qual não te podes gabar, me fez sorrir. sorriu-me quando se apercebeu - sorriste-me acho eu. estavas de gorro e sorriste-me. baixei a cabeça confusa, esquece estes filmes madu, mudei para a nossa música. quando levantei os olhos, já lá não estavas, tinhas fugido meu Zé - mais uma vez.
cerrei os olhos quando o metro parou no campo pequeno - apareceste-me de repente, apressado e a pedir desculpas por me teres deixado à espera, que te tinhas enganado no caminho, não costumavas andar por estes lados. o teu cabelo estava húmido e a tua respiração acelarada da corrida que tinhas feito à chuva só para vires ter comigo - foi a primeira vez que estivemos juntos. começou a dar uma qualquer outra batida, as portas abriram-se - QUINTA DAS CONCHAS. despertei - limitei-me a correr sem pensar na maneira como te reflectes em cada caminho daquele maldito sitio, voando pelos degraus na esperança que te apagasses. e foi ver-te primeiro de costas, e depois ver-nos, e vê-los a ele a ela abraçados naquele nosso lugar. eles que só sabiam ter olhos um para o outro.


ai minha madu, este texto está tão lindo. li-o pela segunda vez e reparei também no quão bem excrito está:) és linda menina
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